Saturday, August 05, 2006

A Sra, Ministra não consegue perceber...

A Sra. Ministra da Educação, do governo do partido soialista nacional, não percebe mesmo ou finge não perceber a injustiça que o despacho do seu secretário de Estado provocou: há alunos do décimo segundo ano que puderam fazer dois exames, escolhendo a melhor nota, e outros que só puderam fzer um exame. Concorrência desleal, injustiça, um absurdo só concebível numa qualquer república das bananas.
O despudor das declarações da Sra. Ministra só podem resultar da incapacidade de compreensão do que está em causa, o que não abona muito quanto ao perfil para se ser ministra e menos ainda professora (parece que era a profissão da dita senhora). Mas se a Sra. Ministra compreende, então, está-se num plano ainda mais grave... o do despudor, da falta de ética. É claro que sempre hpuve ao longo da história que defendesse que os fins justificam os meios, mas, geralmente, por razões de Estado.
A produção deliberada de uma situação de injustiça, substantivamente contrária aos príncípios de uma correcta educação, não configuram nem de perto nem de longe qualquer «razão de Estado», a não ser, claro, que o Estado se confunda com os ineteresses particulares daqueles que num determinado momento são titulares dos cargos políticos.
Não é legítimo que esses seres se mantenham no poder!

Wednesday, July 05, 2006

Sistema de cotas - os erros da inteligência

O sistema de cotas para as mulheres acederem à titularidade de cargos políticos é uma dessas manifestações da falta de inteligência que só o Cmdt do REgimento de Kver, que pretendia surripar, numa lógica nem sempre eprceptível, o Comando de Bugulma ao comandante da mesma, podia compreender.
Promover a participação das mulheres na política mediante a consagração de cotas é próprio de quem gosta de espectaculo, cnfunde a realidade com o espectáculo, mas não está minimamente preocupada com os problemas com que diz estar preocupado. As mulheres devem participa na polícita! Clara que devem! Como, aliás, devem particpar todas as pessoas livres, com capacidade para isso, sendo que a capacidade não é só um atributo intelectual, mas principalmente as condições de vida - o capital social e o capital tempo - necessário a essa participação.
A participação das mulheres na política pela imposição de uma cota, remetendo para o suposto de que só as mulhres podem representar mulheres... ( o que implica que todo e qulaquer grupo só se pode representar a si mesmo tipo lesbicas a lesbicas, gays a gays, beirões a beirões, algarvios a algarvios - assim eu natralmente não me sentiria representado pelo PR, já que ele é algarvio e eu não) é a afirmação do absurdo como sendo algo de racional e razoável. Mas não é nem uma coisa nem outra. É mesmo uma absurdo que, vá-se lá saber porque, encontra seguidores, fundamentalmente, nos sectores esquerdófilos e femininistas.
É preciso que as mulheres participem na vida política, claro que é! Vamos lutar por isso, mas criando condições obbjectivas para que as mulheres tenham efectivamente capital ocial e tempo para se envolverem e comprmeterem politicamente, mas isso ... é dispendioso, é preciso trabalhar e ter paciência; não pode ser feito encima do joelho.

Wednesday, June 21, 2006

Uma democracia de ditadores

Portugal é desde Aril de 1975, mais mês, menos mês, uma democrcacia! Aliás, depois do 25 de Novembro - até aí viveu-se um Processo Revoluvionário - ninguém contesta que Portugal possui instituições democráticas, nomedmente depois de ter subtraido o sistema político à tutela, de natureza militar, exercida pelo Conselho da Revolução.
Mas se Portugal possui instituições democráticas, por um lado, não possui uma cultura democrática, por outro. E aqueles que se sentem activamente na política não possuem uma verdadeira cultura política de matriz democrática.
Geralmente os detractores da democracia, pela direita, repetem que a democracia saida do 25Abril é aquela que diz que os outros devem fazer o que eu quero. Esta paródia ridicula não é desproida de sentido.
Os titulares dos cargos políticos, e por simpatia uma mais ou menos acefala massa de seguidores, consideram que a legitimidade do título é quanto basta para que se viva em democracia. Mas não! Hitler foi sufragado, o partido a que liderava ascendeu ao poder democraticamente. Quanto ao título era legítimo. Cumpriram-se aos procediementos de designação! Assim, poderiamos ser levados a dizer que se estava perante um governo democrático! Mas não! Faltava-lhe a legitimidade do exercício.
E nesta pobre democracia portuguesa, pobre e periclitante, a legitimidade do exrecício não é questionada, VERDADEIRAMENTE. Aliás, as pessoas achma que isso não passa de um preciosismo. E é assim entendido porque a democracia é um elemento estranho à maioria dos portugueses politicamente activos. Eles formaram-se, muito poucos, na admiração das estruturas hierarquizadas militarmente da Mocidade Portuguesa ou, então, nas propostas de ditaduras alternativas aquela que vigourou de 1926/33 a 1974 informadas e enformadas por várias variantes da matriz ideológica marxista - leninista, estalinista, maoista spartakista, and so on.
Democracas em Portugal são poucos, muito poucos mesmo. A democracia só ainda não morreu porque a pedinchice europeia, no seu pragmatismo an-arquico, tolera essas instituições, desde que os veadeiros institutos políticos portugueses não sejam postos em causa. (a seu tempo ver-se-ão quais são).

Thursday, May 18, 2006

AS MATERNIDADES DESTA BUGULMA

O Comandante de Bugulma decidiu encerrar as maternidades. Critério que o fundamenta: o país não tem dinheiro para manter tantas maternidades. Os critérios de contabilista sobrepõe-se aos critérios da governação. De facto, e é esse o problema, entrou-se numa era de tecnocracia contabilistica. O único critério de verdade é a contabilidade. O que é preciso é que haja equilíbrio entre a coluna do deve e do haver. Tudo o mais são, para esta lógica, pinuts.
Mas Senhor Comandante de Bugulma, governar não é fazer contabilidade. Governar é criar condições para que Portugal possa albergar condignamente aqueles que aqui moram. Se não o conseguem com os critérios que definem...demitam-se, porque se reconhecem incompetentes.

Tuesday, April 25, 2006

Hoje celebra-se o 25 de Abril

Hoje celebra-se o 25 de Abril de 1974, aquela data de rompeu com um passado autoritário e com a lógica da ditadura. Foi há 32 anos!
Naturalmente o país transformou-se, as referêcias político-ideológicas alteram-se, as dinâmicas de resistência parece perderem sentido^, a liberdade e a igualdada não preenchem o discurso dos políticos e os politólogos verificam que o Partido Socialista, que no passado se reivindicava de laico, socalista e republicano, ultrapassou o PSD pela direita, que se situava, no plano retórico no campo social-democrática, e no plano da prática, no campo liberal. E face a essa situação o PSD fica impotente, incapaz de fazer um discurso diferente do do PS, porque este se tornou no PSD. Uma confusão que resulta tão-só das dinâmicas do seguidismo, do servilismo, da ausência de convicções e de projectos - com exepçã dos egoístas - e também do vazio ideológico (mundividências) alternativo ao neoliberalismo reinante.
Hoje celebra-se o 25 de Abril de 1974, mas o regime que aí se inaugurou encontra-se em falência e a comissão liquidatária é o actual governo que é politicamente bígamo - vive simultaneamente com a retórica socialista e a prática neoliberal - e lidera a revolução neoliberal que já vai obtendo os consensos necessários à «reforma do sitema político».
Sobre o 25 de Abril ver http://sopadenabos.blogspot.com/

Ser cidadão

Ser cidadão, acreditam os mais incautos, que é afirmar a soberania do indivíduo em relação aos poderes que o querem submeter, sujeitar, reduzir ao estado de servidão. São de fecto imprudentes ao pensarem assim. Ser cidadão não tem, na lógica do polícia e afins, nada a ver com isso!
Porque a polícia não é uma força ao serviço do Poder, mas, acreditam alguns, ao serviço dos cidadãos, e, portanto, a expressão densificada da cidadania. Assim, ser cidadão não é resistir ao Poder, mas colaborar com as forças policiais, é «bufar, para a polícia, porque ela está ali msmo para o ajudar a si, no colaboracionismo com as Forças que se encontram no Poder, com aqueles que se encontram no Poder, independenemente, da legitimidade do título e do exercício.
Esta de legitimidade do exercício é melhor não ser muito sublinhado. Pode por em causa titulares do poder que para lá chegra prometram um caisa e depois fizeram outra.

Thursday, April 20, 2006

Portugal ou Bugulma? - eis a questão

Tal como a Rússia vivia um processo revolucionário em 1918, ano em que se situa a narrativa de Jaroslav Hasek, também o nosso (cada vez menos) Portugal se encontra num processo revolucionário.
O timoneiro, o chefe inconstestado desta revolução é o líder do PS, o Presidente do Conselho de Ministros, que afanadamente se afirma como arauto do movimento TINA - There is no alternative -, que substancializa o projecto neolieral para o mundo e, claro, para a Lusitânia. O discurso em Portugal é de que não há alternativa e como tal, a única solução é seguir os dogmas do neoliberalismo, da entrega de quase tudo ao sector privado.
Vive-se efectivamente um processo revolucionário, silencioso, mas não tranquilo que consiste basicamente na desestruturação do Estado, através de uma forte propaganda que põe em causa a credibilidade de serviços e órgãos do Estado. Enfraquecer e vulnerabilizar o Estado encontra-se na Ordem do Dia, é o primeiro passo da agenda «revolucionária» neoliberal, que procura entregar aos Senhores da Economia (esses grupos aonde se concentram o poder financeiro e o sector produtivo), quais senhores da guerra, os destinos de quase tudo.
Uma nova idade média está a nascer! Com sistemas de vassalagem ou mesmo servilismo a esses Senhores que dominam, anonimamente, o capital, e através deste todos os sectores da vida. As pessoas para sobreviverem hão-se admitir sujeitar-se-lhes, enquanto a dita do discurso economicista dura.
Os Senhores da Economia impõem-se ao cidadão reduzido a servil empregado de conglomerado económico...
E com a maioria do actual partido do Governo não há efectivamente alternativa à legitimidade, quanto ao título claro, deste Governo, até às próximas eleições.
A legitimidade de exercício é outra coisa..., não decorre do modo como foi sufragado.

Tuesday, April 18, 2006

Uma imagem de BUGULMA



Esta é a Bugulma da Federação Russa...

Bugulma existe mesmo

Bugulma não é uma pura ficção de Jaroslav Hasek, embora entre na fantasia (ou não) deste escritor grande do século XX. Bugulma fica na Federação Russa, no Tartaristão! E é uma bonita cidade. Nunca lá fui, mas as tecnologias de hoje e a informação que através delas é disponibilizada, quase que nos dispensa de visitar certos locais. Ou talvez não. Aguça-nos o apetite de os vizitar.
Mas a Bugulma deste blog é tão-só, aquela de que somos comandante, mas que desconhecemos se já caiu em poder das nossas tropas. E pode chamar-se aquilo que quisermos. Pode ser a nossa Aldeia, Vila ou Cidade. Pode, inclusive, ser o nosso país que, cheio de Comandantes nomeados ou eleitos, fazem e desfazem planos de uma governação, mesmo sem saberem se a cidade já caiu em seu poder. Mas tal como na obra de Jaroslav Hasek, o Comandantes desta(s) cidades podem ter que se relacionar com o Chefe do Regimento de Tver. Mas vejamos a passagem:
«Os meus Chuvashes foram feitos pisioneiros e Yerokhimov irrompeu na sala que fazia de meu gabinete e qurto de dormir.
- Mãos ao ar - disse ele, embriagado pela vitória e apontou-me o revolver. Levantei as mãos com toda a calma.
- E quem é você? - perguntou o Chefe do Regimento de Tver.
- Sou o Comandante da Cidade.
- Dos brancos ou do exécito Soviético?
- Do Soviético. Posso baixar as mãos?
- Pode, mas peço-lhe, segundo as leis da guerra, que me entregue imediatamente o comando da cidade, porque eu conquistei Bugulma.
- Mas eu fui nomeado comandante - objectei.
- Ao diabo a sua nomeação. Você tem de a conquisar primeiro.
- Já sei! - disse ele, magnanimamente, pasado um momento. - Nomeio-o meu ajudante. Se não concordar, em cinco minutos mando-o fuzilar.
- Não tenho nada contra ser seu ajudante - respondi, e chamei o meu ordenança. - Valsily, prepara o samovar. Vamos tomar chá com o novo Comandante da Cidade que acaba de conquistar Bugulma...
Toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem é como a flor dessa carne.
(in Aventuras do valente Soldado Svejk)

O Comandante da Cidade de Bugulma

«Quando em princípios de Outubro de 1918 fui nomeado pelo Exército Revolucionário Soviético do grupo «Margem Esquerda», em Simirsk de que tinha sido nomeado Comandante da Cidade de Bugulma, perguntei ao presidente Kayurov:
- E o Sr. tem a certeza de Bugulma já foi tomada?
- Não temos ainda qualquer informação detalhada - foi a resposta. - Duvido muito que neste momento já esteja em nosso poder, mas quando você lá chegar espero que já tenha caido».
(in Aventuras do Valente Soldado Svejk e outras histórias, de Jaroslav Hasek)

... e agora estamos a caminho de Bugulma!